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O setor


Laranja na Indústria


Após a colheita, grande parte da produção de laranjas no Brasil tem como destino a indústria processadora de suco, responsável por fabricar 53% do suco mais consumido no mundo. Trata-se de um processo em grande escala, que lança mão de modernas tecnologias de produção aliadas a um dos melhores ambientes para se produzir a fruta em todo planeta.

 

A qualidade da bebida também é testada no que diz respeito a contaminantes, sabor e aroma. Isso possibilita um padrão de qualidade constante, mantendo sempre as mesmas características.  As principais etapas são:

 

1. Recebimento da fruta: Amostras de frutos são retiradas de cada caminhão para análise do rendimento do suco, grau Brix, acidez e cor.

 

2. Armazenamento nos bins: depois da recepção e da inspeção, os frutos são armazenados nos bins, que são silos de estocagem

 

3. Lavagem dos frutos: os frutos passam por mesas de lavagem onde há esguichos na parte superior e escovas de plástico na área inferior, para realizar a limpeza dos frutos mecanicamente, com ou sem o auxílio de detergentes.

 

4. Seleção e classificação: frutos são escolhidos por operadores em mesas de seleção. Frutos danificados e amassados vão para classificadores que os separam por tamanho e depois são encaminhados às linhas de extração.

 

5. Extração: Os frutos são separados de acordo com seu tamanho para que possam ser processados pelas linhas de extratoras adequadas ao tamanho da fruta, onde o suco é extraído mecanicamente.

 

6. Mistura e Homogeneização: Após a extração e concentração, o suco é avaliado tecnicamente segundo aparência e sabor ideais para exportação.

 

 

O suco concentrado

 

Grande estrela desse mercado, o suco concentrado é o grande responsável pelo sucesso da bebida no mundo. Grande parte da água é retirada da bebida dentro dos evaporadores. Esse processo inativa os microorganismos responsáveis pela degradação do líquido.

 

Ao fim deste primeiro estágio, um produto que entrou com níveis de açúcares (sólidos solúveis) totais de 10 a 11 Brix termina com um teor de 66 Brix - padrão do FCOJ.

 

No processo de concentração, o suco perde uma fração volátil em que estão as essências.

 

Após o processo de separação, o suco vai para um evaporador especialmente desenvolvido para a indústria de cítricos, onde os componentes voláteis são separados e depois recuperados, ao passo que o suco em si é concentrado para um grau Brix de 66.

 

Os componentes recuperados são as essências, em fase aquosa e oleosa, que são vendidas para companhias que produzem aromas e fragrâncias. Em alguns casos, o suco passa por um processo de homogeneização, diminuindo sua viscosidade para otimizar a evaporação.

 

O suco concentrado é refrigerado e misturado a outras quantidades do mesmo produto para chegar a um padrão de qualidade aceitável. Em seguida, vai para tanques de armazenamento refrigerados à temperatura de congelamento, onde pode ser estocado por um período de até dois anos.

 

O sistema de estocagem a granel é chamado no setor de tank farms. Nesses tanques o suco fica armazenado até o transporte por caminhões-tanque para o porto.

 

 

O suco não concentrado

 

Em meados dos anos 2000 uma novidade começou a chegar aos terminais Europeus. Um suco de laranja com características um pouco diferenciadas do tradicional suco concentrado. Esse é o NFC - ou simplesmente suco pronto para beber.

Em vez de ter a água extraída no processamento para depois ser reconstituída após ser comprada por engarrafadores, essa bebida é pasteurizada com a própria água da laranja. Trata-se de um produto de qualidade superior em termos de paladar, visto que se assemelha ao suco espremido na hora, um privilégio que poucos países no mundo podem ter.

 

O produto final é armazenado por até um ano, congelado ou resfriado. Como o suco não concentrado ocupa um volume de 5 a 6 vezes maior que o concentrado, o custo de armazená-lo resfriado é alto. Portanto, sua cadeia de armazenagem e distribuição é asséptica.

 

Outra diferença do NFC em relação ao suco concentrado é que ele torna-se sólido quando congelado, impedindo que o suco seja bombeado. Por isso, para pequenas quantidades exportadas, o suco não concentrado é envasado em tambores, o significa um custo mais alto se comparado às vendas a granel. Para grandes quantidades de não concentrado, o armazenamento geralmente é feito por meio de tanques assépticos com capacidade para até 4 milhões de litros.

 

O suco deve ser agitado periodicamente para evitar a separação entre o suco e os sólidos dissolvidos e manter a uniformidade do grau Brix. No Brasil, onde a maior parte do suco é destinada para exportação, os tanques assépticos são instalados nos terminais portuários e não nas fábricas. Para evitar a re-pasteurização do suco antes do embarque, foram desenvolvidas tecnologias que permitem o transporte em navios especialmente designados para este fim.

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